Neander

Por coisa alguma

:: 1994 d.c :: release

Começava a década de noventa com promessas de grandes novidades e descobertas na música e toda uma geração que chegava com novos comportamentos e, de novo, a eterna busca por identidade e reconhecimento.

Foi no meio dessa ferveção, em 1994, que nasceu a Neander, na época chamada Corações Perfeitos, e apenas três integrantes: Léo Noronha (letras, voz e contrabaixo); Vitrúvio Campelo (guitarra) e Romário Júnior (bateria), que aparecem na cena alternativa tocando canções de bandas consagradas nos anos oitenta e canções próprias. Repetindo a história de outras bandas, segue tocando em bares, colégios faculdades e festivais locais.

Em 1997 entra o outro guitarrista, o Alexandre Revoredo e o percussionista Halreson Ricky. Nesse mesmo ano, acontece a primeira mudança de nome. A então Tribo começa a aparecer com maior freqüência na cena alternativa e, apesar de usar uma fórmula arriscada para os concertos, torna-se conhecida regionalmente.

Vitrúvio deixa a Tribo em 1997 e Marcelo Nascimento assume o seu lugar. A banda, já como Neander, grava um CD demo, mantendo as mesmas idéias nos seus shows: Um repertório montado por canções próprias; o que acaba chamando a atenção, mas por outro lado, apesar de abrir algumas portas, essa postura fecha a maioria no circuito ‘comercial’ de shows.

Enfrentando a maré, em 2003, a Neander consegue tocar em outros estados.
No final de 2004, depois da saída de Marcelo a banda completa, com a entrada de Lucas Notaro nas guitarras, a formação que compôs e gravou o último trabalho: o single Por Coisa Alguma.

Criar. Essa é a palavra chave para uma possível definição do que a Neander é e/ou pretende ser e que conferiu a tal ‘identidade’ estabelecida, a marca.
O atual formato: Baixo elétrico (Léo Noronha), violão (Breno Wendell), bandolim, acordeom (Halreson Ricky), guitarra /violão(Marcelo Nascimento) e bateria (Romário Rodrigues) contrastam com o peso das músicas natural em uma banda de rock.
A sonoridade resultante é a mistura das diversas influências, gostos diferentes e pelo fato que os integrantes iniciaram-se e cresceram musicalmente na banda, experimentando e compondo.

Fica um pouco difícil definir o que a Neander produz. É preciso ver e ouvi-la. Cada canção guarda e expõe, nas letras e melodias, um universo de razões que precisam ser entendidas; e mesmo com todas as novas fórmulas que nos chegam aos ouvidos hoje, a Neander evolui e cria sem se preocupar com ‘ondas’.

Nem anos oitenta, nem som da moda… É a Neander.